R$3,2 Bilhões de Investimento Transformam Miguel Burnier em Plataforma de Mineração Sustentável
A fabricante brasileira de aço Gerdau está se aproximando da comissionamento do seu projeto de expansão de minério de ferro Miguel Burnier em Ouro Preto, Minas Gerais. O projeto, que atingiu 91% de progresso físico até o início de 2026, representa um investimento de R$3,2 bilhões (aproximadamente US$550 milhões) e criará uma Plataforma de Mineração Sustentável com capacidade anual de 5,5 milhões de toneladas de minério de ferro.
Características do Projeto
- Capacidade de produção:5,5 milhões de toneladas por ano de alimentação de pellet de alta qualidade com teor de 65% de Fe
- Consumo interno:3 milhões de toneladas serão destinadas à unidade de produção de aço Ouro Branco da Gerdau em Minas Gerais
- Vendas externas:2,5 milhões de toneladas disponíveis para venda comercial — pela primeira vez a Gerdau estruturou produção acima da demanda interna
- Armazenamento seco:100% de armazenamento de rejeitos seco, eliminando a necessidade de infraestrutura convencional de barragem
- Mineroduto:13 km de tubulação conectando a mina à usina de aço Ouro Branco
Prazo e Aceleração da Produção
O projeto está entrando na fase de aceleração com duração de aproximadamente 12 meses, visando produção plena em 2027. Uma nova unidade de beneficiamento UTM 2 (Unidade de Tratamento de Minério 2), construída pela Construcap, estava planejada para ser concluída no início de 2026. A Gerdau projeta gastos totais com capital de R$4,7 bilhões em 2026, com a expansão de mineração sendo uma das principais investimentos.
Significado Estratégico
O CEO Gustavo Werneck destacou que a Gerdau atuou na mineração por duas décadas, mas nunca estruturou produção excedente para venda comercial. A expansão de Miguel Burnier posiciona a empresa para introduzir gradualmente mais volume no mercado, mantendo os compromissos ambientais. A Gerdau também está avançando em outros projetos-chave, incluindo a expansão da usina Midlothian nos EUA, um novo centro de reciclagem em Pindamonhangaba e o complexo solar Barro Alto de 111 MW.
